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Ao comprar a nova casa, em 2015, Abel Fernandes Tavares já sabia que queria produzir a própria energia, mas a ideia ainda parecia muito distante da realidade. Apesar de ler muito a respeito, ele não conhecia quem oferecesse o serviço em São Paulo. À época, ele relata, a energia solar em residências era novidade no Brasil. Foi só em 2017, após uma reforma, que o aposentado deu o primeiro passo para o que ele acredita ser um estilo de vida: contribuir para o bem-estar do planeta.

Ao buscar por um aquecedor de água a gás, Abel conheceu o dono de uma empresa de instalação de placas fotovoltaicas. O negócio deu tão certo que além dos dois serviços, Abel levou um sistema de aquecimento de água.

“Queria que minha casa nova tivesse algo que me desse conforto e gerasse economia, não só de energia elétrica, mas também de água e lixo. Hoje, tenho dois sistemas de geração de energia fotovoltaica, sendo que o segundo foi instalado em março deste ano. Faço reuso de água cinza para utilização em sanitários e transformo resíduos orgânicos em adubo.”

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O senhor Abel Tavares, 73 anos, gera energia a partir de placas fotovoltaicas em sua própria residência na zona sul de São Paulo. Foto: Túlio Vidal/ASN

O aposentado explica que o investimento inicial é compensado ao perceber os ganhos para a comunidade ao redor: “É pela minha satisfação de fazer a minha parte pelo planeta”. Os novos sistemas sustentáveis chegaram antes mesmo de outros itens importantes para o lar. “Me sinto bem e não sou milionário. Estou há quatro anos nesta casa e ainda me faltam metade dos móveis”, confessa.

Escolha que faz a diferença

A experiência de Abel se soma a de outros muitos consumidores que escolheram a geração própria de energia solar não só por motivos financeiros, mas ambientais. E a opção acaba rendendo ainda mais resultados. Segundo levantamento da ABSOLAR, com base em dados oficiais dos órgãos de governo, os benefícios proporcionados pela energia solar na geração distribuída ajudam todos os consumidores brasileiros e a economia do país.

E vai além: a análise da entidade aponta que para cada R$ 1 investido em sistemas fotovoltaicos de pequeno e médio portes usados para abastecer residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, o setor devolve mais de R$ 3 em ganhos elétricos, econômicos, sociais e ambientais aos brasileiros.

O investimento inicial é compensado na conta e ao perceber os ganhos para a comunidade ao redor, argumenta o senhor Abel. Foto: Túlio Vidal/ASN

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Para obter mais informações sobre o assunto, acesse a página Eficiência Energética – Sebrae

ASN Nacional - Agência Sebrae de Notícias A preocupação com o meio ambiente também influenciou nas escolhas de Abel, que além das placas solares adquiriu um sistema de aquecimento de água. Foto: Túlio Vidal/ASN.

Especial Energia

Esta reportagem faz parte da 2ª série especial da nova Agência Sebrae de Notícias (ASN). Desde junho, o principal portal brasileiro voltado ao empreendedorismo está de cara nova: mais atraente e moderno, com navegação interativa e multimídia. O lançamento marca o aniversário de 20 anos da ASN e faz parte das ações em comemoração aos 50 anos do Sebrae. O novo projeto gráfico permite visualizar com facilidade os diversos conteúdos produzidos especialmente para o portal: notícias, séries especiais, podcasts, imagens e vídeos.

Leia amanhã a quinta matéria da série: “Adoção da energia solar coloca pequenos negócios dentro da agenda ESG”.

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