Ao comprar a nova casa, em 2015, Abel Fernandes Tavares já sabia que queria produzir a própria energia, mas a ideia ainda parecia muito distante da realidade. Apesar de ler muito a respeito, ele não conhecia quem oferecesse o serviço em São Paulo. À época, ele relata, a energia solar em residências era novidade no Brasil. Foi só em 2017, após uma reforma, que o aposentado deu o primeiro passo para o que ele acredita ser um estilo de vida: contribuir para o bem-estar do planeta.
Ao buscar por um aquecedor de água a gás, Abel conheceu o dono de uma empresa de instalação de placas fotovoltaicas. O negócio deu tão certo que além dos dois serviços, Abel levou um sistema de aquecimento de água.
“Queria que minha casa nova tivesse algo que me desse conforto e gerasse economia, não só de energia elétrica, mas também de água e lixo. Hoje, tenho dois sistemas de geração de energia fotovoltaica, sendo que o segundo foi instalado em março deste ano. Faço reuso de água cinza para utilização em sanitários e transformo resíduos orgânicos em adubo.”
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O aposentado explica que o investimento inicial é compensado ao perceber os ganhos para a comunidade ao redor: “É pela minha satisfação de fazer a minha parte pelo planeta”. Os novos sistemas sustentáveis chegaram antes mesmo de outros itens importantes para o lar. “Me sinto bem e não sou milionário. Estou há quatro anos nesta casa e ainda me faltam metade dos móveis”, confessa.

