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Palco Sebrae discute investimento para black founders no Rio Innovation Week

Palestrantes convidados compartilharam experiências e conhecimentos com a plateia no último dia do evento
Por Da Redação
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O último dia do Rio Innovation Week foi marcado pela discussão sobre diversidade e representatividade no empreendedorismo inovador. O espaço Sebrae Like a Boss contou com a presença da mentora e investidora Lívia Félix e do CEO da UnicaInstancia, Gilmar Bueno. O bate-papo descontraído foi comandado pelo líder de ecossistemas do The Black Enterpreneurs Club, Douglas Vidal. Com ampla experiência no mercado, eles compartilharam conhecimentos adquiridos e deram dicas sobre como e onde buscar investimentos para empreender como black founder, expressão utilizada para identificar empreendedores negros que lideram negócios, como startups.

Na opinião da investidora e mentora Lívia Félix, o Brasil ainda tem muito o que avançar quando o assunto é crédito para afroempreendedores. Segundo ela, os empreendedores negros somam mais de 14 milhões no país, mas são três vezes mais rejeitados em se tratando de crédito.

“Quando olhamos para o ecossistema de afroempreendedorismo, infelizmente, nós não temos tanta atenção como deveríamos. Então, programas de captação dos quais eu faço parte, como BlackWing, por exemplo, têm um objetivo de trazer luz para esses negócios. Acredito que estamos caminhando e há muita potência neste movimento”, analisou.

Os três foram unânimes sobre a importância de construir redes de relacionamento e manter a constância no propósito. “Tem coisas que eu somente aprendi no campo de batalha e posso dizer que é muito diferente do que aparece nos filmes ou no streaming. Para mim, o relacionamento precede o investimento. É como se fosse um namoro que vai virar um casamento, porque a depender do fundo de investimento, a parceria pode durar até 10 anos”, afirmou Bueno, que já captou investimentos com o Google.

Por outro lado, Lívia deu dicas de como os empreendedores podem fazer uma aproximação adequada com os investidores. “Como eu já estive do outro lado e sou mentora, consigo enxergar o momento do investimento sob outras perspectivas. Eu costumo fazer as perguntas certas porque geralmente o empreendedor foca somente no sonho e esquece do entregável. Então, como investidora, eu quero saber como o negócio pretende ser sustentável e vai impactar vidas direta e indiretamente”, explicou.

Os palestrantes também destacaram a importância de entender que o investidor não é a pessoa que vai entrar com o dinheiro no negócio. “É preciso ter a visão de que ele ou ela também tem o capital intelectual que pode perdurar muito mais do que o recurso financeiro em si e ser muito mais enriquecedor no final das contas”, declarou Lívia. Gilmar lembrou que é muito difícil colocar o “smart money” no contrato e, por isso, o empreendedor deve estar preparado para lidar com vários tipos de investidores. “Eu faço essa analogia do namorar um pouco antes de casar, porque na prática é isso que acontece. Por isso é sempre bom conhecer muito bem o investidor antes. Vai ter aquele investidor que participa de tudo e tem outro que fica em uma posição de conselheiro”, alertou.

Ao longo dos quatro dias do Rio Innovation Week, o palco Sebrae apresentou a discussão de temas variados, com a presença de especialistas, influenciadores e empreendedores renomados no mercado. Além disso, o Sebrae levou 300 startups para o evento considerado o maior encontro de tecnologia, inovação e negócios da América Latina.

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