Participantes do programa Catalisa ICT tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos a potenciais investidores e às principais agências de fomento à pesquisa no país, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, realização conjunta do Sebrae e da CNI que aconteceu nos dias 25 e 26 de março, em São Paulo (SP).
As deep techs (startups de base tecnológica) Symbio Tech (fertilizantes biológicos); Doelab (soluções em nanotecnologia); Phycolabs (fibras têxteis à base de algas marinhas); Nora Biotecnologia (embalagens a partir de resíduos agroindustriais); e Bio Linker (biomateriais para a indústria farmacêutica) tiveram pouco mais de 3 minutos para chamar a atenção para suas propostas inovadoras.
O critério de seleção levou em conta projetos validados em fase de alcançar escala, ou seja, de viabilizar sua aplicação em nível comercial. “São empresas com grande potencial de trazer soluções para a indústria brasileira“, disse Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae.

O diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, destacou a criação de um grupo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Mobilização Empresarial pela Inovação, e a importância da aproximação com as instituições de fomento à pesquisa. Sinalizou ainda o lançamento de uma iniciativa com a CNI, dentro do Congresso de Inovação da Indústria, para desenvolvimento de deep techs.
“O Brasil produz conhecimento de qualidade e tem capacidade de transformar isso em riqueza. Mas é necessário alinhar todos esses esforços. Só commodities não dão conta de desenvolver o país, a saída é a educação”
Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae
Quick afirmou ainda que as políticas de acesso à universidade e à inovação de base científica contribuíram para que mais brasileiros gerassem riqueza. Fato que se comprova nos currículos dos fundadores das deep techs, todos com sólida formação acadêmica.
A cientista Mona Oliveira, da Bio Linker, foi procurada por investidores dos setores público e privado após expor o potencial da empresa de engenharia genética, criada em 2020, na produção de micro-organismos geneticamente modificados para a indústria farmacêutica, com foco em vacinas, imunoterápicos e medicamentos em geral. Ao ser questionada sobre a boa performance, disse: “Participei de muitos programas do Sebrae e recomendo!”.
Para a engenheira Juliana Machado Fernandes, da Nora Biotecnologia, participar dessas rodadas é importante para reforçar o posicionamento da startup, ampliar visibilidade e contribuir ativamente para o debate do setor. “Trocamos experiências com outros ‘founders’, o que sempre é muito positivo, e, além disso, estreitamos relacionamento com entidades estratégicas como a Embrapii [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial] e o próprio Sebrae, aprofundamos nosso entendimento em relação à captação de recursos junto à Finep [Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação] e, por fim, entendemos mais sobre o processo de internacionalização, que é um dos nossos objetivos.”
Soluções de alto impacto
O Catalisa ICT é uma iniciativa do Sebrae Nacional voltada para a transformação do conhecimento científico em soluções de alto impacto. Seu propósito é converter pesquisas acadêmicas em inovações disruptivas que fomentam o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Com duração de nove meses, a mentoria tem como foco a aplicação prática de pesquisas tecnológicas às necessidades do mercado. Já passaram pelo programa mais de 3 mil pesquisadores, sendo que 43% são mulheres, índice bem acima do mercado, que, segundo a Associação Brasileira de Startups, é de 16%.
-
-
-
-
-
-

