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Formalização eleva renda de empreendedores ao maior patamar da história, impulsionada pelo avanço da escolaridade

Pesquisa do Sebrae aponta que donos de negócios com CNPJ têm rendimento quase três vezes maior que os informais
Por Carlos Abreu
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A formalização elevou o rendimento médio dos negócios brasileiros ao maior patamar da série histórica no Brasil. Segundo a pesquisa “Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua”, realizada pelo Sebrae, no 4º trimestre de 2025, o rendimento dos empreendedores com CNPJ alcançou o valor de R$ 6.409. Esse resultado é quase três vezes o ganho obtido pelos trabalhadores informais, que fecharam o período com uma média de R$ 2.186.

A diferença histórica entre os dois grupos reflete não apenas o ganho de produtividade com o registro formal, mas também uma transformação estrutural do perfil do empreendedor brasileiro, que está cada vez mais escolarizado.

O salto na renda dos formalizados acompanha uma migração consistente rumo à maior qualificação educacional. De acordo com o estudo do Sebrae, a proporção de donos de negócios informais com ensino médio completo ou superior saltou de 34% em 2015 para 52% em 2025 — um avanço expressivo de 18 pontos percentuais.

Paralelamente, o grupo de informais com baixa escolaridade (sem instrução ou com fundamental incompleto) despencou de 49% para 32% no mesmo período. O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, diz que a pesquisa aponta para uma sensível evolução do ambiente de negócios no país, levando mais confiabilidade ao empreendedor.

Cada vez mais, os empreendedores enxergam os inúmeros benefícios proporcionados pela formalização e pela qualificação constante. O aumento de rendimento é apenas uma parte desses ganhos. A formalidade também assegura outras vantagens como acesso às compras públicas, a possibilidade de emitir nota fiscal, linhas de crédito mais acessíveis e benefícios da Previdência.

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae

Educação é o caminho

Essa elevação no nível de instrução do brasileiro tem atuado como uma ponte para o mercado formal: entre os empreendedores que já possuem CNPJ, 81% possuem ensino médio completo ou mais, enquanto apenas 9,9% possuem até o ensino fundamental incompleto. A escolarização tem funcionado como o principal motor para a profissionalização, permitindo que os donos de negócios façam a transição da sobrevivência da empresa para a estruturação de empreendimentos mais rentáveis.

A disparidade de rendimentos também se acentua dependendo da posição ocupacional. Enquanto um dono de negócio informal que atua por conta própria ganha em média R$ 2.028 por mês, o empregador formalizado alcança R$ 9.666 — um rendimento quase 4 vezes maior.

A expansão do rendimento médio dos formais (+22% nos últimos dez anos, contra +16,5% dos informais) reforça que, embora milhões de brasileiros comecem a atuar no empreendedorismo de maneira informal, o ganho de escala e a sustentabilidade financeira do negócio ocorrem, na verdade, por meio da educação e da formalização jurídica.

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