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Inclusão produtiva: caminho para renda, cidadania e desenvolvimento sustentável

Artigo do presidente do Sebrae analisa a importância da inclusão produtiva dos pequenos negócios
Por Rodrigo Soares, presidente do Sebrae
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A inclusão produtiva tem se consolidado como uma das agendas mais estratégicas do Sebrae para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Ao integrar geração de renda, capacitação e acesso a políticas públicas, ela atua diretamente na redução das desigualdades e no fortalecimento da cidadania. Nesse contexto, iniciativas voltadas aos públicos de empreendedores e empreendedoras mais vulneráveis, como catadores de materiais recicláveis e os inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), ganham protagonismo e demonstram impacto concreto nos territórios.

Um dos exemplos mais relevantes é o avanço do projeto Pro-Catadores, que tem como objetivo promover a inclusão socioeconômica de catadores e catadoras de materiais reutilizáveis e recicláveis. Em 2025, o programa alcançou 421 organizações capacitadas, com atendimento a 2.200 catadores em 263 municípios. Para 2026, a previsão é de investimento de R$ 20,2 milhões, com foco na capacitação de 290 organizações, reforçando o compromisso com a estruturação produtiva e a valorização desse segmento.

Mais do que números, esses dados revelam uma transformação social significativa. Ao qualificar organizações, o programa contribui para aumentar a renda, melhorar as condições de trabalho e fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, alinhadas à economia circular e à preservação ambiental. Os resultados já começam a ser alcançados, a participação de cooperativas e associações no programa Pró-Catadores, do Sebrae, no ano de 2025 possibilitou a esse público um faturamento médio 21% maior.

Outro eixo fundamental da inclusão produtiva está no apoio aos empreendedores de baixa renda, especialmente aqueles inscritos no CadÚnico. Com ações de capacitação e consultoria técnica, já se alcança 34% dos microempreendedores individuais (MEI) desse público, ampliando suas chances de sucesso.

Essa estratégia não apenas incentiva a formalização, mas também fortalece a autonomia econômica e a capacidade de gestão desses pequenos negócios. Nesse mesmo sentido, iniciativas voltadas à chamada Classe C buscam fortalecer a identidade empreendedora, promovendo reconhecimento social e inserção de mercado, é o caso do Cartão do Empreendedor.

O projeto piloto será lançado no estado do Rio de Janeiro e vai atender 3.000 empreendedores, com foco na ampliação da cidadania econômica e na valorização dos negócios locais. Ao tornar mais claros os benefícios da formalização e o acesso a políticas públicas, essas ações contribuem para um ambiente mais inclusivo e dinâmico.

A articulação institucional também tem papel decisivo nesse processo. O lançamento do programa Educar e Cooperar, fruto da parceria entre o Sebrae, o Ministério do Trabalho e Emprego, a Fundação Banco do Brasil e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), representa um avanço importante na consolidação da economia popular e solidária.

Com foco na inclusão produtiva, geração de renda e trabalho, o programa aposta em uma abordagem estruturada em quatro eixos: cursos de curta duração, consultorias técnicas, apoio à captação de recursos e ações voltadas ao Cadastro Nacional de Economia Solidária (CADSOL).

Essa iniciativa reforça princípios essenciais como autogestão, cooperação, sustentabilidade ambiental e valorização das dinâmicas territoriais. Ao fomentar redes produtivas solidárias, o programa amplia oportunidades para trabalhadores e empreendedores que historicamente estiveram à margem do sistema econômico tradicional.

Os resultados alcançados pelo Sebrae, com 65 milhões de atendimentos realizados em 2025, demonstram a escala e a relevância dessas ações, que estão sendo trabalhadas em paralelo com governo do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Mais do que apoiar negócios, trata-se de construir um ecossistema inclusivo, capaz de gerar oportunidades reais de desenvolvimento.

A inclusão produtiva, portanto, não é apenas uma política pública, é uma estratégia de transformação social. Ao investir em capacitação, fortalecer redes e ampliar o acesso a oportunidades, o Sebrae apoia o Brasil no avanço de uma economia mais justa, sustentável e que gere cidadania.

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