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Do CadÚnico ao MEI: como políticas públicas impulsionam o empreendedorismo formal

Cerca de 57% dos microempreendedores individuais decidiram abrir o CNPJ depois de se inscrever no Cadastro Único
Por Carlos Abreu
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Levantamento feito pelo Sebrae e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) revela que quase 3 em cada 10 microempreendedores individuais (MEIs) estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), plataforma que reúne os beneficiários das políticas de assistência do Governo Federal. São aproximadamente 4,6 milhões de MEIs em um universo de 16,6 milhões de empreendedores formalizados por meio dessa figura jurídica.

Segundo a pesquisa, cerca de 57% desses empreendedores (aproximadamente 2,6 milhões) decidiram abrir o CNPJ depois de aderir ao CadÚnico. O dado confirma uma tendência já identificada em pesquisas anteriores de que o ingresso na lista de beneficiados constitui um estímulo para que as pessoas busquem a autonomia financeira por meio do empreendedorismo formal, na figura do MEI.

As políticas públicas impulsionam o empreendedorismo. No ano passado, reunimos uma sequência consistente de indicadores positivos. O Brasil possui enorme capacidade produtiva, tendo os pequenos negócios como grandes protagonistas. A inclusão social, de renda e emprego, passa pelo empreendedorismo.

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae

“As políticas de Estado cumprem um papel fundamental ao garantir proteção às famílias, mas também ao abrir caminhos concretos para a autonomia. Quando uma pessoa acessa o Cadastro Único, ela passa a ter oportunidades de qualificação, crédito e inclusão produtiva. O que esses dados mostram é que a política social não é ponto de chegada — é ponto de partida para que milhões de brasileiros possam empreender, gerar renda e construir um futuro com mais dignidade”, pontua o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) do Brasil, Wellington Dias.

A grande maioria desses empreendedores inscritos no CadÚnico é composta por mulheres (55,3%) e pessoas não brancas (64%), com famílias de 3 ou mais integrantes (51,3%). A faixa etária predominante é de adultos com idade entre 30 e 49 anos (53%) e o nível de escolaridade é – em sua maioria – de Ensino Médio completo ou mais (51%).

O levantamento do Sebrae e MDS revela que o setor de Serviços domina entre os segmentos de atividade mais procurados pelos MEIs inscritos no CadÚnico (54%), principalmente em razão do baixo investimento inicial que empreendimentos desse setor demandam. Em seguida aparece o setor de Comércio, com 26%.

A geração de emprego e renda, aliada ao estímulo ao empreendedorismo, tem possibilitado a superação da pobreza em diversas partes do país. Somente em 2025, mais de 2 milhões de famílias saíram do Programa Bolsa Família. A maioria (1,3 milhão) deixou de receber o benefício em razão do aumento da renda familiar e outras 726 mil famílias concluíram o período na regra de proteção.

Foto: Divulgação

Confira números da pesquisa Sebrae e MDS

Sobre o CadÚnico

  • 95 milhões de brasileiros estão no CadÚnico (cerca de 42 milhões de famílias)
  • 57% dos inscritos no cadastro do MDS são mulheres (cerca de 54 milhões de pessoas)
  • 78% dos responsáveis pelas famílias são mulheres

MEIs no CadÚnico

  • Quase 3 em cada 10 MEIs estão no CadÚnico – cerca de 4,6 milhões em um universo de 16,6 milhões
  • Desse total, 1,9 milhão abriram o CNPJ antes de entrar no CadÚnico e 2,6 milhões criaram o MEI após a inscrição no cadastro do MDS

Setor de atividade dos MEIs no CadÚnico

  • Serviços – 53,9%
  • Comércio – 26%
  • Indústria – 10%

Perfil dos MEIs no CadÚnico

  • Maior proporção de MEI mulheres (55,3%)
  • Maior proporção de Não Brancos (64%)
  • 53% estão na faixa de 30 a 49 anos
  • Cerca de 51% possuem Ensino Médio Completo ou mais
  • Cadastro Único
  • MEI; Microempreendedor Individual;
  • Políticas públicas