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Evento em SP reforça articulação institucional no apoio ao empreendedorismo feminino

Lideranças do Sebrae e do governo se reúnem para discutir ampliação de políticas voltadas às mulheres empreendedoras no Brasil
Por Nara Néri
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Lideranças do poder público, representantes de instituições e empreendedoras se reuniram nesta sexta-feira (13), em São Paulo (SP), para discutir os avanços das políticas de incentivo ao empreendedorismo feminino no Brasil. Realizado pelo Sebrae São Paulo, o encontro destacou a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino — Elas Empreendem, construída em parceria com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP).

O evento contou com a presença do ministro Márcio França e da diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho. A diretora ressaltou que o avanço dessa agenda marca um novo momento para as políticas públicas voltadas às mulheres no país.

“Pela primeira vez o empreendedorismo feminino é tratado como política pública estruturada. O Sebrae e o Ministério estão construindo juntos essa agenda”

Margarete Coelho, diretora do Sebrae Nacional

O ministro Márcio França ressaltou a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira e a necessidade de ampliar mecanismos institucionais de apoio. “Na Coreia, 99,9% das empresas são pequenas. Aqui também precisamos criar instrumentos para que os empreendedores possam participar das decisões que impactam o setor. Os pequenos negócios foram os que mais cresceram nos últimos três anos no país”.

A diretora Margarete Coelho participou do evento no Sebrae-SP

A construção dessa agenda inclui a estratégia Elas Empreendem, coordenada por Meire Barbosa, do MPME. Segundo ela, a iniciativa reúne diferentes áreas do governo e instituições parceiras para ampliar as condições de desenvolvimento dos negócios liderados por mulheres. “Não é apenas um programa, é uma estratégia nacional construída com nove ministérios, instituições e bancos parceiros. Trabalhamos em frentes como acesso a crédito, acesso a mercado, tecnologia e inovação e educação empreendedora”, afirmou.

Para Meire, a articulação institucional é fundamental para enfrentar os desafios que ainda limitam o crescimento das mulheres empreendedoras no país, como as dificuldades de acesso a crédito e oportunidades de mercado.

O evento homenageou a empreendedora Adriele Santos, fundadora do salão Beauty Bride by Adriele Santos, na cidade de Alumínio (SP). Cabeleireira e empresária, Adriele começou a trabalhar ainda adolescente, inspirada pela trajetória da mãe, manicure, e hoje comanda um salão com dez salas. “A independência feminina não é luxo, é uma necessidade”, afirmou. Segundo ela, o acesso a crédito e a redes de apoio foi decisivo para ampliar o negócio.

“Muitos empreendedores têm medo de crédito, mas eu decidi enxergar como uma ponte entre o meu sonho e a concretização dele”

Adriele Santos, empreendedora 

Selo e cartilha

Durante o evento, foi assinado um protocolo de intenções entre o MEMP e o iFood para o lançamento do Selo Comércio Amigo da Mulher Entregadora, iniciativa que busca reconhecer estabelecimentos comerciais que apoiam mulheres nessa função. O encontro também marcou a entrega da cartilha “Trilha da Independência — Caminhos para empreender com segurança e confiança” e o lançamento do Índice Municipal de Empreendedorismo Feminino, ferramenta que reunirá dados comparativos sobre as condições e oportunidades para mulheres empreenderem nos municípios brasileiros e apoiar a formulação de políticas públicas voltadas ao setor.

A deputada federal Tábata Amaral também participou do encontro e destacou que ampliar o empreendedorismo feminino também está diretamente ligado à autonomia das mulheres. Ela destacou ainda que as mulheres representam cerca de 34% dos donos de negócios no Brasil, muitas delas chefes de família e com níveis de escolaridade elevados. “Quando fortalecemos o empreendedorismo feminino, impactamos não apenas um negócio, mas famílias inteiras e, muitas vezes, duas ou três gerações.”

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