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Banana com origem: Vale do Ribeira conquista IG e valoriza produção paulista

Com apoio do Sebrae, registro reforça a identidade regional e amplia oportunidades para produtores da bananicultura local
Por Brunna Pires
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A produção de banana no Vale do Ribeira, em São Paulo, conquistou, nesta terça-feira (14), com apoio do Sebrae, a Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A nova IG contempla as variedades de banana Cavendish e Prata, cultivadas em uma das regiões mais tradicionais da bananicultura brasileira.

Compõem o Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. A região se destaca pelo volume e pela qualidade da produção da banana, favorecida por condições naturais como clima úmido, solo fértil e relevo característico.

Para a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, o reconhecimento da produção de banana do Vale do Ribeira abre novas oportunidades comerciais, amplia o acesso a mercados mais exigentes e contribui para o desenvolvimento econômico local.

“Ao valorizar a produção e os produtores, o registro conquistado fortalece toda a cadeia da bananicultura e posiciona o Vale do Ribeira como referência nacional na produção de bananas de qualidade”

Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional

Valorização da produção sustentável

Vale do Ribeira: produção de banana com sustentabilidade

A conquista da IG é resultado de um trabalho coletivo liderado pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) com apoio do Sebrae, que conduziu o processo de solicitação junto ao INPI. Agora o desafio é organizar o uso do selo e estruturar uma campanha de marketing para os consumidores entenderem a importância dessa conquista, que reconhece as técnicas, a tradição regional e a qualidade da produção.

Augusto Aranha, presidente da Abavar, diz que o trabalho pela IG começou em 2019 e que o reconhecimento é resultado de muita dedicação e organização do setor produtivo. “Esse selo representa para nós uma consolidação de um viés que o Vale vem tomando em relação à agricultura. Somos uma agricultura sustentável, que preserva a natureza, com baixa pegada de carbono e pensando no mercado consumidor de São Paulo.”

Com o Vale do Ribeira, o número de IGs nacionais sobe para 157, sendo 125 do tipo Indicações de Procedência (IP) e 32 Denominações de Origem (DO).

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