Campus Party

Tecnologia a serviço da qualidade de vida

Empreendedores compartilham experiências e desafios para usar avanços tecnológicos em prol da saúde

Brasília – O segmento da saúde representou, em 2015, cerca de 10,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O país tem cerca de 250 mil micro e pequenos negócios, como clínicas, laboratórios, hospitais, redes de farmácias e drogarias e indústrias de equipamentos.
 
Com um crescimento latente, o segmento está cheio de oportunidades e desafios, que podem ser sanados com a ajuda dos avanços tecnológicos. Esse assunto foi discutido durante painel na Campus Party, que reuniu na noite dessa quarta-feira (27), empreendedores que tiveram boas ideias para melhorar a conexão entre médicos e pacientes que possibilitem a facilitação de processos e a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
 
“O aumento da expectativa de vida traz consigo uma maior incidência de doenças crônicas e necessidades de cuidados especiais e de qualidade de vida. Nesse sentido, o segmento oferece inúmeras possibilidades ainda não contempladas, que podem ser objeto de projetos de startups. É preciso observar que soluções estão faltando hoje para facilitar o dia a dia das pessoas, no que diz respeito à saúde e ao bem-estar”, analisou a coordenadora de Saúde do Sebrae Nacional, Léa Lagares, que participou do painel como medidora.
 
Um gargalo no mercado foi percebido pela I-Care, de Belo Horizonte (MG), que pretende conquistar o mercado de cuidados com idosos com uma pulseira que monitora e armazena informações como batimentos cardíacos, temperatura corporal e que identifica atividades anormais, como uma queda do usuário. Contém ainda um botão que manda um aviso aos cuidadores em caso alguma emergência.
 
O equipamento tem previsão de lançamento para o primeiro semestre deste ano ao custo de R$ 450. “Validamos a ideia com 150 idosos e tivemos um bom retorno. Os médicos também foram muito receptivos e receberam a proposta como uma ferramenta para facilitar o trabalho deles. No entanto, nosso maior desafio foi desenvolver o hardware (pulseira), tendo em vista que não existe no mercado um com as funcionalidades que desejávamos”, afirma Ivens Leão.
 
O empreendedor foi um dos convidados do painel que reuniu ainda Paula Gomez, da Epistemic. Ela desenvolveu um equipamento portátil com sensores que ajudam portadores de epilepsia a prever os momentos de crise com 25 minutos de antecedência e diminuir o uso de medicamentos.

Gerenciando informações

O crescimento do serviço de homecare no país motivou o surgimento da Connect Healthcare, de Fabiano Teodoro. A plataforma criada por ele e sua equipe melhora o fluxo e o gerenciamento de informações dos três usuários envolvidos – prestadores do serviço, pacientes e operadoras de planos de saúde – a partir de tecnologia Mobile, Cloud e Big Data.
 
Já Felipe Carvalho, da Avelã, criou um sistema para clínicas de saúde e estética melhorarem a experiência dos pacientes nesses estabelecimentos ao mesmo tempo em que promove a publicidade de produtos. A ideia do Elo, que faturou R$ 500 mil em 2015, chamou a atenção de uma grande empresa, que acabou pedindo o desenvolvimento de um projeto de relacionamento para divulgar seus produtos entre pediatras e seus clientes.

A Campus Party segue até domingo (31), no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, com mais de 600 horas de atividades e conteúdos. O Sebrae apoia o evento e realiza diversas ações para promover o empreendedorismo, a partir de palestras, consultorias, mentorias e painéis com empreendedores de sucesso.
 
Serviço:
Campus Party Brasil 2016
De 26 a 31 de janeiro de 2016

Centro de Exposições Anhembi – São Paulo

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