Agronegócio

Presidente do Sebrae participa do Fórum do Futuro, em Goiânia

Módulos gerais do Projeto Biomas foram apresentados para autoridades políticas e executivos ligados à pesquisa e ao desenvolvimento de negócios

Empresários, pesquisadores, autoridades e executivos se reuniram nesta segunda-feira (10) no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, para a apresentação do Biomas Tropicais, projeto desenvolvido pelo Instituto Fórum do Futuro, que alia conhecimento científico ao uso racional dos recursos naturais disponíveis nos diferentes ecossistemas brasileiros para a produção sustentável de alimentos. O Sebrae, em parceria com o governo do Goiás, desenvolverá capacitações para orientar melhor os produtores em suas decisões de negócios e formas de produção.

Na oportunidade, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, ressaltou a relação de parceria entre o Sebrae e o governo de Goiás e explicou a razão de ter escolhido o estado para sediar a apresentação. “Por que o Sebrae está nesse compromisso? Primeiro, por que Goiás? Ninguém tem uma trajetória de vida tão coerente e aderente ao Agronegócio, como o Caiado.  Nada é mais legítimo do que trazer o Instituto Fórum do Futuro para cá e colocá-lo em suas mãos. Esse governador, na minha opinião, é o mais experiente do Brasil.”, frisou Melles. “Vamos trabalhar nesse Fórum do Futuro, conquistar biomas e apresentar do Brasil para o mundo, com Sustentabilidade”, destacou.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, adiantou que o município de Rio Verde vai sediar evento do Fórum do Futuro, na próxima edição da Tecnoshow, e ressaltou o papel da Ciência e Inovação como norteadores do Agronegócio goiano, salientando a importância do estado no desenvolvimento da tecnologia agrícola e no cenário produtor nacional e internacional. “O Brasil hoje é o maior produtor de soja do mundo. Como é que nós não pensamos num negócio desses? Importamos mais de 120 milhões de toneladas só deste grão. Nosso país avança numa capacidade de entregar, hoje, ‘boi verde’. Nossos animais não recebem anabolizantes, nem hormônios, muito menos comem resíduo animal para atingir seu peso de abate. Estamos ganhando na Ciência, na Genética e na pesquisa. Tendo aquilo que nos foi exposto, o Fórum do Futuro vai nos mostrar o quanto nós podemos - este é um grande desafio”, explica.

Fórum do Futuro

Foram apresentados módulos gerais do Projeto Rede do Conhecimento da Bioeconomia Tropical – Projeto Biomas. O gerente executivo do Instituto Fórum do Futuro, Fernando Barros, apresentou o Módulo Diálogo com a Sociedade, enquanto o coordenador do Grupo de Gestão de Políticas Públicas da ESALQ e Conselheiro do Fórum do Futuro, Rodrigo Maule, apresentou o Módulo Ciência, Inovação e Tecnologia.

 De acordo com o superintendente do Sebrae Goiás, Derly Fialho, o evento marcou uma forte aliança. “O Fórum do Futuro é um núcleo de referência em desenvolvimento e gestão de alimentos sustentáveis, é a ciência pura combinada com leitura de mercado e tendências do consumidor. Hoje a agricultura é moderna e preocupada com sustentabilidade por inteiro. Digo por inteiro, pois a produção rural é geradora de riquezas, renda, felicidade, prazer ao consumidor e manutenção de recursos naturais. Naturalmente, a ciência tem a solução para isso. Queremos que os produtores sejam orientados, baseados e guiados pela ciência”, explica.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mario Schreiner, parabenizou o governador do estado pelo evento. “Um evento como esse precisa ser enaltecido, parabenizado, porque realmente vai colocar à tona a verdade e diminuir os mitos desse Brasil agro que orgulha a todos nós. O nosso sonho e o nosso trabalho é no sentido de que todo o brilho que está sobre o agro, ele possa brilhar sobre os produtores rurais do País”, diz.

O Projeto Biomas

O projeto Biomas Tropicais tem como objetivo avaliar impactos de áreas ocupadas e criar alternativas para o manejo da atividade agrícola por meio de pesquisas nos diversos biomas do país, sempre em busca de uma agricultura tropical sustentável. É desenvolvido em parceria com a Embrapa, as Universidades Federais de Lavras e Viçosa, além da Universidade de São Paulo (USP), conta com o suporte do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).